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Entrevista

The Chanceller

06/06/2014

Formado atualmente por, Luciano Cardoso (vocais), Eve Piffer (sintetizadores/programação) e Vee Talita (sintetizadores/backing vocals), o trio da cidade de Curitiba visa com sua sonoridade, resgatar o "espírito do synthpop".

Falem como se deu o surgimento da banda...
R:
Depois de um tempo tocando e cantando em um projeto de cover do Depeche Mode, O HOTU, decidi que gostaria de trabalhar com composições próprias e deixar de lado o cover. Assim, surgiu a ideia do projeto “The Chanceller”. Synthpop autoral. Dezembro de 2011.

Vocês já contam com 2 álbuns na bagagem, o Painted in Black lançado em 2012 e o SynthElectroBass que foi lançado em abril do ano passado. Seguindo essa linha, o público então já pode contar com o 3º álbum este ano (rs...) ??
R: Fora estes dois álbuns que saíram em CD, itunes e Amazon, outros, apenas, digitais tb foram lançados. Ainda em 2012, o “WEIRD EP” e em 2013, saiu o “RANDONOISES EP”, com faixas instrumentais e outras coisas que não cabiam em um álbum. Para este ano, já estamos em fase inicial de produção. Álbum novo, por volta de agosto ou setembro. Antes disso, algumas colaborações com outros artistas devem sair logo, tais como com “Nahtaivel” e “A Industrya”.

E falando nos álbuns, qual deles teve mais repercussão perante ao público ? E porquê ?
R: Os dois tiveram uma boa recepção. O primeiro, causou mais surpresa, pois ninguém esperava um projeto brasileiro de synthpop de forma independente, tocando em rádios e se saindo bem com a critica especializada. Já o segundo, foi recebido de forma mais comercial, tocando em rádios e permitindo mais shows ainda que o primeiro. Mas a grande repercussão que ouço sempre ainda é: “Mas isso é nacional? Não parece!”.

Quais são as bandas que mais influenciaram o The Chanceller ?
R: Depeche Mode, Erasure, Kraftwerk e Daft Punk.

Depois da chegada do Synthpop, houve uma "ramificação" da música eletrônica. Na opinião de vocês, qual o lado positivo e negativo disso ?
R: Não vejo lado negativo. Creio que cada vertente tem seu espaço. Synthpop, Tecnopop, EBM, Dreampop, Futurepop..pop... Tudo é musica eletrônica hoje em dia. É complicado rotular demais. Música boa, é música boa.

É muito comum nos dias de hoje nos depararmos com Dj's de música eletrônica copiando e remixando discaradamente samples de artistas da época, e sendo chamados até de compositores. O que vcs pensam a respeito ?
R: Quando é uma homenagem ou um trabalho que visa homenagear certo artista e/ou trabalho, é legal. Agora, quando é apenas para copiar, é claro a falta de talento. É mais fácil tocar algo pronto, do que compor. Talvez por isso tenhamos tanta banda cover, tantos artistas de “youtube”, mas que no final das contas, não produzem absolutamente nada. Só copiam ou tocam cover. Zero criatividade. Zero relevância.

Devido ao certo preconceito de hoje em dia com o cenário musical alternativo, e não só no eletrônico, até que ponto é fundamental o artista ter seu próprio estúdio e gravadora?
Primordial. Ninguém mais precisa de gravadora hoje em dia. Com a facilidade da tecnologia nos dias de hoje, só não produz e lança o seu trabalho, quem não quer ou não tem capacidade. Os custos são relativamente baixos hoje para se montar algo de qualidade. Portanto, é primordial que artistas (sejam eles eletrônicos ou não) tenham um mínimo de estrutura para trabalhar em suas composições. Não dependa de ninguém. Use as ferramentas que temos a disposição.

Conhecemos muita gente ainda que curte Synthpop, porém, consideram o dos anos 80 como preferência e não referência. O que falta para mudar essa visão que muitos ainda tem deste estilo musical ?
R: Falta a mídia perceber a mudança. Um estilo não pode estar ligado a uma era, ou a um período de tempo. Um estilo será sempre aquilo que se propõem. Logicamente, os anos 80 ficaram marcados, pois foi ali que surgiram, mas não dá para ser datado. O Synthpop esta mais vivo do que nunca. Falta divulgar o estilo. Faltam bandas profissionais e não produtores de finais de semana. Gente que leve a serio o trabalho. Profissionais. Tem bandas que lançam uma música e desaparecem. Cadê a continuidade?

Muitas bandas de Synthpop usam somente sintetizadores como instrumento. Outras, porém, implementam: bateria eletrônica, baixo, e até guitarra, como é o caso de vocês. Gostaríamos de saber qual a importância dela especificamente numa banda de Synthpop?
R: O Synthpop é a justaposição entre o rock e o eletrônico. Logo, ter guitarra, baixo e/ou bateria, esta dentro da natureza do estilo. Usamos os instrumentos que temos a disposição, sempre em cima de toda a base e estrutura que só os synths permitem. Ou seja: Os instrumentos acústicos serão agregados, mas nunca primordiais. Quem comanda são os sintetizadores!

São vocês mesmos que compõem as letras do The Chanceller ou tem alguém por de trás ?
R: Todas as composições, letras, arranjos, timbres, mixagem e masterizações são feitas pela própria banda.

A palavra é de vocês:
R: Convido a todos a conhecer mais este projeto que é o The Chanceller. Synthpop brasileiro. Para o Mundo. Ouça e se surpreenda.


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