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Entrevista

Banda Dawnfine

20/03/2013

Formada em Goiânia por, Marcus Paulo, Jeovane Cazer (Aka Jim) e Jethro Mendonça, a banda lança em 2009 seu primeiro álbum, "Imperfect Thoughts".

Quando e como foi que despertou o interesse em vocês de formar uma banda de Synthpop ?
R: Primeiramente, não escutamos apenas synthpop. Há uma base de rock, anos 60 e 70, um pouco do New Wave e do Post-Punk também. Mas o que realmente nos chamou a atenção foi pelo fato de poder fazer músicas usando sons sintéticos. Claro que foi porque fomos influenciados pelas bandas: Kraftwerk, Depeche Mode, New Order, Human League e Pet shop Boys, primeiramente. Depois fomos conhecendo mais coisas.

De onde surgiu o nome "Dawnfine" ?
R: Bem, queríamos um nome bem diferente, sabe? No começo, não sabíamos muito inglês, o que sabíamos era o básico. Mas um belo dia, folheando um livro, acho que era uma enciclopédia... Achamos um nome, que não lembramos mais qual era, só que algo parecido com "Dawnfine". Daí tentamos achar algo que tivesse no inglês e achamos e gostamos da tradução do termo.

Quais as bandas que foram/são fundamentais na sonoridade do Dawnfine ?
R: Kraftwerk, Depeche Mode, New Order e Human League. :)

Como foi o processo de composição, gravação e produção do álbum “Imperfect Thoughts” ?
R: O “Imperfect Thoughts” possui tanto composições recentes ao seu lançamento, como outras um pouco mais do início do Dawnfine. De uma época em que nos encontrávamos muito para compormos juntos. Geralmente, um dos três aparecia com um violão ou uma trilha de baixo sequenciada num teclado, e um rascunho com um pequeno refrão ou uma única estrofe, e mostrava aos outros dois um esboço do que queria. Daí discutíamos, apontávamos direções, e a música ia aparecendo. A 'Angel' do Jim e a 'Mountains' (Marcus) são bons exemplos desse processo de criação.

Por outras vezes, aparecíamos com a canção praticamente completa em termos estruturais (ordem das estrofes, refrão...). Apresentávamos a música com voz e violão ou até já com baixo e acordes sequenciados no teclado e, juntos, criávamos arranjos e fazíamos uma "versão demo" no sintetizador ou no computador. 'Crisis' (Marcus) e 'Shine' (Jethro) foram canções criadas assim. Mas recentemente, a medida que fomos ficando mais ocupados com nossas vidas particulares, começamos a compor mais isoladamente. Canções como 'Sheltered' e 'Power of Now' (ambas Marcus), 'The World We Live In' e 'Get Used To It' (ambas Jethro) foram apresentadas ao grupo praticamente prontas. Faltando apenas um ou outro ajuste, sugestões dos outros membros, ou acréscimo de arranjos. 'Please' (Marcus) foi uma canção criada durante as gravações do Imperfect Thoughts.

Quando decidimos gravar o CD, nos juntamos para fazer uma espécie de "curadoria" do material demo que possuíamos. Marcus e Jethro começaram a trabalhar em novos arranjos, mixagem e pré-masterização de cada faixa. Ao mesmo tempo que acontecia essa produção da estrutura melódica da música, Marcus e Jim discutiam as letras, fazendo as devidas correções do inglês, ou qualquer outro ajuste necessário. Com letra e música prontas, Marcus levava a faixa trabalhada até o estúdio Rocklab do Gustavo Vazquez (Goiânia) para gravar os vocais, e ali ainda recebia mais algumas boas dicas, principalmente vocais. Feita a gravação, Marcus e Jethro se reuniam novamente para mixar esse vocal no restante da faixa, finalizando o processo e passando para uma nova faixa, começando todo o ciclo novamente. Com todas as faixas prontas, organizamos a ordem das músicas no CD, pensando num vinil e no prazer de se ouvir faixa a faixa, lado A e lado B. E então era hora de visitar novamente o Gustavo para uma masterização final de todo o álbum.

Qual música deste álbum que tem para vocês uma importância em especial ?
R: Bem, é complicado. Achamos que "Sheltered". Apesar que há também a "Power of now". Que foram músicas que fluíram bem na parte da produção. As peças se encaixaram muito bem!

Por falar no “Imperfect Thoughts”, quando que os fãs poderão ver e ouvir o seu sucessor ?
Bem, não sabemos ainda. Pode ser em breve ou um projeto futuro. :)
Mas vamos continuar a lançar os singles! :)

Algumas bandas de Synthpop durante sua carreira misturam ou mudam um pouco seu estilo, seja para o Electropop, Darkwave, EBM, Futurepop, ou outro gênero similar...e vocês, já cogitaram tal mistura e mudança ?
R: A priori, pensamos que não haverá algo na nossa sonoridade que será influenciado por tais gêneros, até porque não são exatamente o que ouvimos no dia a dia. Mas isso depende muito do processo de criação das músicas. Muitas vezes, elas "pedem" naturalmente por um ou outro elemento diferente. E quando a música pede, não negamos nada a ela, rs.

Chegaram a ter intenção de produzir clipe de alguma canção ?
R: Gostaríamos muito. Hoje, há uma predileção por vídeos.

Já houve convite para se apresentarem fora do país ?
R: Ainda não. Mas gostaríamos de dizer que fomos convidados para participar de uma coletânea européia que se chama “We Love...Synthpop – vol. 01”, na qual participamos juntamente com o duo synthpop Technique, aqui do Brasil. O nome da coletânea é uma alusão a um grupo no Facebook, dedicados aos fãs, obviamente, de synthpop.

O que falta acontecer para o Synthpop aqui no Brasil voltar a ter a mesma repercussão do início dos anos 80 ?
R: Ummmm... não sabemos, mas pensamos que o que aconteceu aqui no Brasil foi muito rápido e não criou uma raiz forte.


Contato:

Facebook:
https://www.facebook.com/dawnfineband.synthpop
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Myspace:
https://myspace.com/dawnfine



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