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Biografia / Discografia
Nome: Jean Michel Jarre
Ano: 1971
País: França

Quando falamos em synthpop, logo de antemão lembramos de países como Inglaterra e Alemanha, afinal foi de lá que surgiram os principais nomes deste cenário. Pois é, mas um dos maiores gênios dos teclados de todos os tempos vem da França. Isso mesmo, o francês Jean Michel Jarre é sem dúvida um ícone da música eletrônica, foi um dos primeiros a fazer experimentos com sintetizadores no início dos anos 70 e considerado por muitos até hoje como pioneiro do estilo. Ele além de tocar teclados é compositor e produtor musical.

Jean na época fazia experimentos não só com sintetizadores, mas também com diversos objetos para criar efeitos e repdroduzir sons, como por exemplo uma máquina de escrever.

A criação de timbres musicais para suas composições sempre foi uma de suas principais características. Sim, isso nos lembra os gênios do Kraftwerk que gostavam de criar sons eletrônicos com os mais diversificados objetos.

Por falar em Kraft, existia uma certa rincha de Jean para com eles. Quando o synthpop, (na época ainda chamado de technopop) surgiu e explodiu em sucesso mundo a fora, já mais precisamente nos anos 80, a mídia sempre destacava muito o Kraftwerk como percursor e criador da música eletrônica, mas segundo Jean ele já fazia isso na mesma época e não tinha os mesmos créditos que para ele eram devidos e merecidos.

Richas á parte, Jean Michel tinha um estilo inovador que era sua principal característica, gostava muito de usar em seus shows e concertos ao ar livre, raios lasers, pirotecnia e até mesmo fogos de artifício, era realmente um espetáculo á parte.

Tais espetáculos lhe renderam vários recordes, entre eles o de maior concerto ao ar livre de todos os tempos, realizado em Moscou para uma platéia de mais de 3 Milhões de pessoas, chegando inclusive a entrar para o Guinness World Records Book.

A venda de discos e singles também foram marcas impressionantes, ao longo de sua carreira chegou a vender em torno de 70 mlhões de cópias.

Depois de seus dois primeiros álbuns, Deserted Place de 1972 e Lês Granges Brulées de 73, Jean começou a despontar sua marca de vendas inicialemente com o álbum Oxygene lançado em 76, e só com ele obteve a marca de 12 milhões de cópias passando a ser o best-seller fracês de todos os tempos e atingindo o topo das paradas mundias. Lembrando ainda que esse álbum foi gravado em sua residência, em um “estúdio” improvisado.

O Oxygene logo de início foi um mega sucesso na França e um ano mais tarde lançado mundo a fora conquistando grande sucesso também em países como Espanha, Portugal, Brasil, Reino Unido...

Este álbum trouxe um novo conceito musical, tudo nele era revolucionário, a começar pela capa do LP que tinha o planeta Terra desintegrando-se totalmente, as faixas eram totalmente sintetizadas e instrumentais, algo ainda com pouco ritmo para se ouvir por exemplo em uma danceteria, mas que em contra partida trazia uma verdadeira viagem para o cérebro com aqueles sons espaciais e enigmáticos.

Na verdade sempre foi uma de suas principais características criar efeitos que lembrassem naves espaciais, entre outros sons provenientes do espaço.

Esta inovação sonora inclusive inspirou muitos outros artistas a seguirem esta linha, e lá fora em países como a Rússia o estilo ficou também conhecido como Space Synth.

O sucesso e a fama de Jarre começavam a disparar, ainda no ano do lançamento do Oxygene ele ganhou vários prêmios importantes, entre eles o 'Grand Prix Du Disques' da Charles Cross Academy. No ano seguinte a badalada revista americana “People” elegeu o Jean como uma das personalidades do ano.

No começo da década de 80 foi convidado para fazer concertos em Xangai e Pequim fazendo história cultural da China sendo transmitido para mais de 500 milhões de pessoas através do rádio e da televisão. Em homenagem ao país em que tanto se identificou, ele lançou em 82 um LP duplo com o nome de The Concerts in China.

A popularidade das criações musicais de Jean Michel fez em 83 um grupo de pintores e escultores franceses convida-lô para compor a base musical de uma exposição sobre supermercados. Ele aceitou o convite, trabalhou durante 3 meses na criação e composição da música que duraria durante 30 minutos no evento.

Muito curisoso, depois do evento ele decidiu lançar o compacto “Musik For The Supermarkets” e produzir apenas uma única cópia do álbum para leilão, comparando-o com uma escultura ou pintura única existente.

A exposição do álbum foi realizada no Hotel Drout no dia 6 de Julho daquele mesmo ano e em seguida sendo posto a leilão e vendido por 69.000 FF, tornando-se o álbum vendido mais caro de todos os tempos da França.

Todo o dinheiro arrecadado foi doado para os artistas responsáveis pela exposição. Neste mesmo dia o álbum foi autorizado por Jarre a tocar por inteiro por apenas uma única vez na rádio Luxemburgo e sem interrupções ou progragandas durante as músicas para que os fãs e ouvintes pudessem gravar em fitas K7.

Passados 3 anos Jarre trabalhou em um concerto com a Nasa, gravaria uma música inédita no espaço, o que seria um de seus maiores feitos. Naquele época enquanto o Ônibus espacial Challenger estivesse em órbita, um astronauta chamado Ronald McNair tocaria solo de saxofone de uma de suas principais canções, a Rendez-Vouz VI, e seus batimentos cardíacos iriam ser usados como amostra de som na música.

Em 28 de janeiro daquele ano a nave Challenger teria sofrido um problema em um de seus tanques de combustível e explodido, e assim a música foi gravada com outro saxofonista. A música foi intitularizada com o nome Last Rendez-Vous – Ron’s Piece, e foi lançada em um álbum homenagiando os tripulantes presentes no desastre do Challenger.

Na década de 90 Jean Michel continuou cada vez mais inspirado e experimental do que nunca, lançou 9 álbuns, incluindo versões remixes e lives. O primeiro álbum é inspirado no mundo submarino, que inclusive contou com a colaboração do oceanógrafo Jacques-Yves Cousteau.

Em 93 ele faz sua primeira turnê pela Europa chamada Europa In Concert l, esgotando ingressos de gigantescos palcos como os estádios de Wembley, Manchester Stadium, Barcelona Olympic Stadium, Nep em Budapeste...

Da Europa a Ásia, em 94, Jarre abre o novo estádio em Hong Kong e traz algumas de suas lembranças musicais de volta para a comunidade local onde foi um verdadeiro marco para os chineses.

Dois dias após a França se campeã da Copa do Mundo de 1998 Jarre encena um concerto na Torre Eiffel em Paris para comemorar junto a sua nação. Foi convidado também na colaboração da produção de um single para o álbum oficial da copa.

Depois de ter realizado tantos feitos históricos e marcantes como criar música em pleno espaço sideral, em 99 Jean Michel é convidado pelo governo do Egípcio para realizar um concerto aos pés das milenares Pirâmides do Egito, próximo ao Cairo. Ele contou com um público de pouco mais de 120 000 que tiveram o privilégio de compartilhar o evento no local, enquanto mais de 2 bilhões espectadores do show pela televisão mundial e pouco mais de 2 milhões de internautas conectados por uma média de 35 minutos na web no mundo.

Já em 2000 as coisas começaram a mudar um pouco quando Francis Drevfus, dono da gravadora Disques Drevfus onde Michel teria lançado seus álbuns bem mais sucedidos da carreira quisesse que Jean não trabalhasse mais nas experimentações que ele ainda queria fazer, assim como fez até seu 4ª. Álbum da década, o Geometry Of Love lançado em 2003.

Jean não admitiu tal interferência de Francis e rompeu o contrato com a gravadora. O pior que rompendo o contrato ele perderia os direitos autorais de seus álbuns lançados pela Disques anterior ao ano de 2000.

Após isso Jarre ainda lançou alguns trabalhos incluindo singles e gravações remasterizadas até o ano de 2007 já por outras gravadoras, com destaque para a Sony BMG Music, Warner e EMI Music.

Em 2008 realizou um turnê em vários países, e já prepara outra que chamará “In-Doors World Arena Tour” onde irá apresentar suas principais músicas todas reformuladas. Pela primeira vez ele faria uma turnê que não fosse para promover um de seus álbuns ou singles.

Por: Fernando Martinuzzo - 29/01/2011



Deserted Palace
(1972)


Oxygene
(1973)


Equinoxe
(1978)


Les Chants Magnetiques
(1981)

The Concerts In China
(1982)

Zoolook
(1984)


Rendez Vous
(1986)

Revolutions
(1988)


Waiting For Cousteau
(1990)

Chronologie
(1993)

 

Oxygene 7-13
(1997)


Odyssey Through
0z
(1998)

Metamorphoses
(2000)


Sessions 2000
(2002)


Geometry Of love
(2003)

 

Aero
(2004)

Téo e Téa
(2007)